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Moradia Urbana com Tecnologia Social

 

O projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social estimula as relações entre as pessoas de uma mesma comunidade para que elas consigam compreender o condomínio/loteamento onde moram como um espaço na cidade onde é possível realizar ações de melhorias. Assim, os moradores são estimulados a conhecerem essa comunidade, bem como reunir-se com seus membros e organizações locais para projetarem o futuro do local em que vivem. Esta proposta de trabalho é realizada considerando um passo a passo, uma metodologia, e por esta razão as comunidades recebem apoio técnico.

 

O que é Tecnologia Social?

Para nós, o conceito de Tecnologia Social – TS compreende uma forma interativa de trabalho em comunidades que busca soluções eficientes e novas para seus problemas ou necessidades. A partir da cada experiência positiva elabora-se a “receita”, o jeito de fazer, e o passo seguinte é apresentar esta “receita” para outras comunidades que possuam problemas ou necessidades semelhantes para que estas alcancem também resultados positivos. Aos poucos a mudança social ocorre por meio da melhoria da qualidade de vida das pessoas em diversas cidades brasileiras. No projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social serão implementadas duas TSs.

 

Primeira Tecnologia Social:

A primeira TS a ser implementada é a “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária”, cuja proposta é convidar os moradores para compreender o valor e poder da participação e organização comunitária. A TS utiliza como método o auto recenseamento, um censo feito pelos próprios moradores de uma área, para que a comunidade construa seu próprio banco
de dados e, com estes dados em mãos, consiga reconhecer de suas particularidades e semelhanças com outros locais. A partir daí, os moradores podem elaborar propostas de um futuro melhor, considerando suas potencialidades e problemas.

 

Segunda Tecnologia Social:

A segunda Tecnologia Social a ser implementada será escolhida pelos moradores, dentre 4
disponibilizadas, durante o processo de implementação da primeira TS. Ou seja, enquanto a primeira TS é implementada, estabelecendo os primeiros passos de mobilização e organização comunitária, a segunda será escolhida para desenvolver ações de consolidação da organização comunitária. As 4 Tecnologias Sociais disponibilizadas para escolha de uma são:

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  • Criação de Bibliotecas Comunitárias:  A TS de Bibliotecas Comunitárias promove o acesso ao livro e à leitura pela doação de estrutura para bibliotecas (livros, estantes e esteiras), que promove: o acesso ao livro; a formação de mediadores de leitura que qualifica esse acesso e empodera lideranças locais; e o incentivo à gestão comunitária que dá sustentabilidade local à biblioteca, fazendo com que ela seja um equipamento cultural comunitário.

 

  • Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana – “Revolução Dos Baldinhos”: Esta Tecnologia Social, além de propor um destino final adequado aos resíduos orgânicos através da compostagem, contribui para o ciclo da vida, produzindo adubo orgânico de alta qualidade e proporcionando  fertilidade dos solos para uma produção agroecológica, colaborando para o desenvolvimento comunitário, podendo inclusive gerar renda para os moradores.

 

  • Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano – “Hortas Urbanas”: A tecnologia social “Hortas Urbanas Brasil” foi idealizada para viabilizar a produção de alimentos em meio urbano, sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos, em uma abordagem agroecológica. Aproveitando os espaços disponíveis e otimizando os recursos naturais, a implantação de hortas e canteiros produtivos trazem para a comunidade formas concretas de ampliar a diversidade de alimentos para o auto consumo, como também de fortalecer laços de convívio e solidariedade, tornando o ambiente urbano mais coletivo a produtivo.

 

  • Joias Sustentáveis na Ilha das Flores: O que são joias sustentáveis? São colares, chaveiros, marcadores de páginas, porta-guardanapos, criados a partir da separação e reaproveitamento de lixo seco, contando com o envolvimento da comunidade para geração de trabalho e renda.